sexta-feira, 12 de junho de 2009

Príncipe Encantado


Ele diz que isso não existe
Eu continuo esperando pelos contos de fadas
Ele se esconde,eu não me importo
Ele tem uma bela alma,eu sempre lhe digo
Ele se envergonha,eu grito que ele é apaixonante
Ele pergunta por que,eu reafirmo o que sinto
Ele vê o mesmo em mim,eu pareço com uma menina boba

Volto ao apaixonante por coisa simples
Respeito,carinho,zelo e sim doação
Parece pouco mas é isso que encanta
Não é fantasia
Espero que nem fase
Um dia a verdade também
Parabéns é o que digo
Bem aventurada
Sortuda aquela que tê-lo
Un regalo de Dios

Eu agradeço sempre
Por ter atravessado meu caminho
Peço que fique,que me encha de alegria
Energia,que me inspire loucuras
Confusa homenagem como eu
Que o sorriso radiante chegue
Ao coração,que o pouco vire muito,que a amizade persista
Querido Gui

Quarta-feira,17:30


A sombra da morte parece não me largar
É um pequeno fraquejar e lá vem ela
-Não lhe digo que sou melhor que isso tudo?
É atormentador por que sim eu sei que ela é melhor que tudo isso
Mas a cabeça ainda atordoa
Cheia de vontades,cheia de sonhos
Ilusões provavelmente
Mas sem tentar nunca vou saber
E é isso que move
Isso que dá força
Ou seria a covardia besta?
Absurdamente besta
Ela grita pra mim
Não faça isso
E eu lhe respondo
Obrigada idiota

Pierrot


Carlos tinha apenas 14 anos e já sabia o que era a dor do amor,menino bonito branquinho com grandes olhos verdes,cabelos escuros e cacheados,com um corpo de dar inveja aos outros de sua idade,tudo graças a natação,um sorriso encantador e um jeito de moleque carinhoso que deixava as meninas babando.
Mas do que lhe valia tudo isso se quem deveria notar tantas qualidades não passava nem perto de percebê-las ,via apenas como um bom amigo que sempre foi um homenzinho apaixonado,atencioso,carinhoso e todos os oso pertinentes que pareciam estar enterrados ,quanta tolice dessa pessoa amada.
Era próximo do carnaval e a escola resolveu dar uma festa a fantasia,Carlos mesmo não muito animado decidiu que iria e de pierrot,já que era uma personagem que lhe agradava e de certa forma traduzia seu momento.
A festa agradava a todos menos ao pierrot que como já previa não teria seu amor em seus braços ,só não esperava por uma decepção tão grande,sentado em seu canto acompanhado apenas por sua coca-cola virou-se e a pouco metros dali acontecia o beijo, o que deveria ser seu,o que deveria ser a perda da inocência de ambos e o inicio de um romance mas não foi,não era ele ali,era uma pessoa qualquer.Carlos em segundos não via mais nada ,tudo eram lagrimas no desespero correu para praia.
Sim só o mar para compreender e dar fim a aquela agonia,ele passou infinitos minutos ali sentado só olhando ,chorando e pensando por que nada dava certo para ele.Pegou o celular e essa seria a sua ultima ligação
-Alô João?
-Oi Carlos,onde é que tu ta menino?
-Aqui na praia,é que aconteceu uma coisa meio triste na festa e eu preferi vir pra cá!
-Não vai me dizer que tua colombina te fez chorar,vai RS
-Silêncio!
-Pior que foi.
-Poxa mais deixa isso pra lá,volta e fica comigo então.
-João só me escuta não fala nada por favor.
-To ficando nervoso assim fala logo.
-Olha cara a tal colombina não é ela é você.Eu sempre te amei muito mas não agüento mais.o que eu vi hoje me fez ver que não há futuro do seu lado e como sem você não dá pra viver eu vou terminar com isso.Se lembra tá!Você foi o grande amor da minha vida.Adeus.E desligou.
João ainda tonto ,vôo para a praia,mas era tarde ,o mar impiedoso já tinha tirado a vida do lindo pierrot.
João não acreditava no que via,no que tinha ouvido e ao abrir seu celular para tentar chamar ajuda viu uma mensagem que dizia:O pierrot já não chora mais,não atrapalha mais,agora a colombina pode ser feliz.Foi melhor assim.Te amo.
Nada mais se podia fazer,ele teve certeza lendo aquilo .
Saiu e pensava consigo:Não foi melhor não,poderíamos ter sido muito felizes Meu Amor.Ah essa culpa,essa culpa vai me matar.